Espera-me lá longe,
como se fosse perto.
Olho aquela nuvem e sinto que ela me espirala o pensar,
o que deve querer dizer que me enrodilha a decisão crescente de me desformar, deformatar,
e me enferma a habitual forma de estar.
Vejo-a a agitar a minha margem com marés cheias que me baloiçam as entranhas, me agoniam a esperança,
E só espero que o entrelaçar dessa forma que vislumbro nessa nuvem,
se desvaneça comigo
e me faça esquecer a forma como te reparo, como te recordo,
lá longe, como se fosse perto.

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