Deixa-me ouvir-te melhor
Ao crepúsculo
se desvenda
absurdamente,
tudo
o que o dia pleno
encobre.
pintura de António Carmo
RUMO
Ergue-se
do mundo
em mim o que sou.
Estou talvez só.
Mas com decisão
na dor o aceito.
Que importa o rumo
por que sigo
ser imperfeito?
Exacto e duro,
tudo procuro
compreender.Pensar é ir.
Ir é ser.
As palavras são todas de Armindo Rodrigues,que Saramago descreveu como "um poeta de rua, de lugar habitado, não um poeta urbano"


2 comentários:
Não serão "de rua" todos os poetas?
:D
Jinhos.
P.S. Tens lá no meu cantinho, nos comentários, a indicação de onde fica a Centésima. De passagem obrigatória numa visita a Braga. ;)
Agora é a minha vez: Não conhecia este poeta, obrigada por apresentá-lo, gostei dos versos.
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