
Ontem fui à praia e conheci uma estrela-do-mar.
Contou-me que tinha sido uma estrela cadente que gostava de rasgar o céu.
Disse-me que as estrelas cadentes são estrelas pequeninas a voar a caminho da escola onde aprendem a dar luz; que às vezes, no meio da brincadeira, algumas se distraem e caem na Terra. Foi o que lhe aconteceu.
Fiquei a saber que o mar existe porque, de tanto chorarem as estrelas com saudades do céu, inundam a terra de lágrimas salgadas. São elas que gritam espuma branca na areia e são elas também que fazem as ondas porque revolvem a água ao tentar levantar voo e voar.
À noite, os pais espreitam-nas lá do alto sem nada poderem fazer para as resgatar para o seu calor. Mas cintilam-lhes beijos que julgamos ser para nós.
Prometi-lhe que ia construir um foguetão para a levar de volta até ao céu.


4 comentários:
Este texto derreteu-me por completo. Hoje estive na praia, as estrelitas estavam muito generosas, a água estava quente, calma e apenas sussurrava.
Agora entendo a minha afinidade com o mar e as estrelas! São um encanto.
P.S. Parabéns (desculpa terem chegado com atraso)
Texto lindo!
Bjs
A candura da fotografia acompanhada de um texto assim....fantástico
Magnífica! Gostei muito.
NOta: «...com toda a gente na rua´para celebrar coisa nenhuma...»
claro que não há melhor motivo!
Enviar um comentário